Os exames na radiologia veterinária não são muito diferentes daqueles usados pela convencional.

Os equipamentos são praticamente os mesmos de tomografias, ultrassons, raios-x, ressonâncias magnéticas, radioterapias e medicina nuclear.

É claro que a escolha pelo exame a ser utilizado cabe ao especialista, e ele pode levar em conta, além da suspeita para o diagnóstico, o método de mais fácil de aplicação.

Você, provavelmente, conhece um caso de alguém que precisou ser sedado para realizar algum procedimento.

Pessoas com claustrofobia, por exemplo, têm dificuldades de ser submetidas ao exame de ressonância magnética de crânio ou coluna, pois necessitam ficar presas em um local fechado.

A mesma lógica vale para os animais.

Por isso, não é raro que veterinários utilizem, primeiramente, o raio-x, que pode se valer de aparelhos portáteis e ser aplicado tanto em cachorros quanto em elefantes – independentemente do porte do animal.

Além disso, existem métodos de contenção específicos para os bichos.

Há uma série de técnicas e recursos que podem auxiliar o procedimento nesse sentido e fazer com que o paciente fique na posição adequada durante o exame.

Assim, o veterinário evita que os procedimentos sejam refeitos sem necessidade e que ele próprio se machuque durante a aplicação.

Existem duas maneiras de buscar conter um animal: física e quimicamente.

Na primeira, como o próprio nome já diz, é usada a força física com todo cuidado para segurar o animal. O profissional pode se utilizar de subterfúgios também, como acessórios específicos.

Focinheiras, ganchos, argolas de fixação e laços são os recursos mais utilizados no caso do paciente estar mais agitado.

Procedimentos mais invasivos, como radioterapia, ou mais desconfortáveis, como a ressonância magnética, podem exigir uma contenção química.

Isso nada mais é do que a administração de medicamentos sedativos no animal.

A aplicação pode se dar por diferentes vias, como venosa, oral e intramuscular.